Thursday, October 13, 2011

Suja de Mais


"Minha mão está suja.
Preciso cortá-la.
Não adianta lavar.
A água está podre.
Nem ensaboar.
O sabão é ruim.
A mão está suja,
suja há muitos anos."

Essa poema é muito interessante. Drummond começa já com um grande choque falando que precisa cortar a mão. Está falando de uma coisa tão grave que assombra a vida. Realmente, a mão tem a sujeira de feitos passados que assombram a vida. Assim que li essa poema pensei sobre uma outra poema escrito por Edgar Allen Poe. "The Tell Tale Heart" tem uma ligação forte com esse poema. Os dois poemas comentam como a consciência do sere humano é poderoso. Mesmo que fazemos tudo parar esquecer um acontecimento desagradável em nossa vida; seja pelo lavação, ou a enterremento, sempre lembramos. Até ficamos tão culpados que parece que as outras pessoas conseguem ver o que sentimos. Ao final do poema, Drummond corta a mão e joga fora falando que a outra mão virará pura e transparente. Se fizermos uma sacrifício enorme, podemos superar a culpa do passado. Só com isso podemos fazer isso. No conto do Edgar Allen Poe, ele não consegiu escapar da culpa e se intregou à polícia. Não adianta esconder o passado.

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